Blog Pensante de Monique Gomes

"A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem" John Lennon ******* Acesse o site: www.migosemigas.com.br

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29.09.07

Elvis não morreu e Janis Joplin reencarnou em mim

* Um post otimista sobre a vida que ainda vive



O rock nasceu provocando preconceitos e quebrando paradigmas. Na década de 50, quando um branco apareceu cantando blues, estilo musical considerado “de negro para negro”, a sociedade puritana interpretou como heresia. “Um branquelo cantando a nossa música”, diziam os negros. “Isso é uma afronta ‘a nossa imagem”, diziam os brancos.




Mais tarde, quando ele inovou a música e de uma mistura fez nascer o rock, a mesma sociedade puritana e preconceituosa o condenou. Dessa vez, por ele manter no palco uma sensualidade nunca vista até então. Foi literalmente censurado, durante uma gravação, ao ser filmado somente da cintura para cima. Em outro show, foi obrigado a cantar sentado a noite inteira, tudo isso para que não influenciasse os jovens naquela dança demoníaca. Dá vontade de rir, mas Caetano Veloso ainda não tinha cantado “É proibido proibir” e Sheila Carvalho ainda não tinha rebolado seminua na boquinha da garrafa.




E Janis, doce Janis, the rose. Assim como o Rei, ela também sofreu preconceito por cantar blues. Uma mulher. Uma mulher branca cantando blues com uma voz forte e marcante. Você pode amar Janis com toda força ou odiá-la ferozmente, porque não há meio termo quando o assunto é Janis Joplin. "Eu canto com a minha alma, com o meu corpo, com o meu sexo... Eu canto toda!"  Janis morreu de overdose de heroína em 1970. Dizem até que se ela não tivesse morrido de overdose em 1970, teria morrido de overdose em 1971 ou em 1972 ou em 1973...




“Filha, dessa vez seja menos rebelde e fique longe das drogas!” – foi isso que eu ouvi quando estava descendo.

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