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Não imagine um par de algemas, estimado leitor. É força de expressão. O desenvolvimento do Turismo em todas as cidades da Serra da Ibiapaba sempre foi ameaçado pelo dilema: Como fazer com que o turista permaneça por mais tempo na cidade? Esse é o Calcanhar de Aquiles da Ibiapaba. O visitante chega, conhece os principais pontos turísticos em um único dia e vai embora. Se permanecesse por mais tempo, obviamente consumiria mais.
O Turismo é uma atividade revolucionária porque envolve a melhoria de TODOS os segmentos, como: limpeza pública, urbanização, iluminação, estradas, atendimento médico, entretenimento, rede hoteleira, comércios, enfim, TUDO. Turismo não é necessariamente e tão somente preparar a cidade para oferecer ao turista o que ele quer. Envolver as pessoas para a construção e preservação da própria história, dos costumes, fortalecendo as culturas e os saberes, é essencial para o desenvolvimento das comunidades e isso também atrai turistas.
É fato que a região tem um enorme potencial turístico. A natureza foi muito generosa com o clima, a variedade dos cenários, trilhas e cachoeiras. Entretanto, nem só de potencialidades naturais vive o turismo. É preciso a ação do homem para administrar esse potencial com sustentabilidade e criar outras oportunidades de negócio e fomentar o desenvolvimento.
Além do efeito multiplicador da economia que a atividade turística proporciona para o desenvolvimento da cidade, o ponto alto desse tipo de investimento é a melhoria da qualidade de vida e o aumento da auto-estima da população.
Então, o que a Ibiapaba deve fazer para “prender” o turista por mais tempo na Serra? Parece óbvio demais achar que as respostas para essa pergunta seriam: integração entre os municípios, elaboração de um calendário de eventos culturais com datas fixas, criação de um roteiro turístico e muita publicidade através de internet, jornais, etc.
Muitos eventos culturais de grande porte que estão acontecendo na região pecam feio no quesito publicidade. Consequência disso é o fracasso de público e a castração das oportunidades de negógios. E os erros se repetem. É preciso acordar para o marketing, porque o melhor da festa é esperar por ela.
- Por Monique Gomes, publicado no Jornal Folha Ubajarense, edição 39 (2 de 12)
criado por Monique
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