Blog Pensante de Monique Gomes

"A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem" John Lennon ******* Acesse o site: www.migosemigas.com.br

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Arquivo de: Agosto 2008

26.08.08

Uba e Jara

categorias: Tudo sobre UBAJARA

A história completa ainda não está pronta, mas devido aos insistentes pedidos que não páram de chegar, resolvi disponibilizar o primeiro capítulo dessa saga fascinante que narra a história de Ubajara – a cidade recebeu esse nome em homenagem aos índios Uba e Jara. A conclusão desse trabalho só será viável depois de estudos minuciosos, principalmente por culpa de Jara, essa índia tem uma mente muito complexa, e eu preciso antes estudar física quântica, astrologia, astronomia, filosofia, budismo, entre outras coisas, além de terminar a faculdade de letras, para poder transcrever com fidelidade a verdadeira história que deu nome a Ubajara. É muita responsabilidade... Leia agora o capítulo que conta como Uba e Jara se conheceram:





Numa pequena vila de moradores denominada “Jacaré”, situada no interior do Ceará, viviam os últimos remanescentes indígenas da Tribo Tabajara, que foram colonizados pelos nativos. Décadas depois, o vilarejo se elevaria à categoria de cidade e receberia o nome de “Ubajara” em homenagem a Uba e Jara, um casal de índios que viveu na caverna onde hoje é o principal ponto turístico da cidade, a Gruta de Ubajara.


Reza a lenda que foi numa tarde ensolarada de janeiro que Uba e Jara se conheceram. Uba, o índio, tomou o último gole do chá da folha de bamburral, porque estava se recuperando de uma terrível diarréia. Acabrunhado, resolveu fazer um passeio até a Caverna da Vila para espairecer um pouco. Enquanto isso, na caverna, Jara, formosa índia de longos cabelos cor de burro quando foge, preparava sua maquiagem com urucum, quando sabiamente percebeu que naquela tarde aconteceria a revoada das tanajuras. Espalhou protetor solar fator 30 pelo corpo todo, calçou um par de havaianas e saiu com as irmãs à caça das formigas. Jara estava certa. As tanajuras começaram a sobrevoar o lugarejo e muitas voavam tão alto que serviam de alimento para os pássaros. Ela olhava para o céu, abestalhada, observando aquela cena. No mesmo instante Uba, desastrado, porém destemido, perseguia com valentia uma tanajura que sobrevoava ali perto, quando de repente topou numa pedra.


__ Égua! – exclamou, caindo aos pés de Jara, que imediatamente pensou: “quem é esse lesado?”.


Ao levantar e perceber a presença de Jara, Uba ficou atarentado diante de tamanha beleza, e logo se arrependeu de não ter usado desodorante, assim evitaria aquela inhaca. Minutos depois desmaiou, pois na queda bateu com a cabeça numa pedra. Ao despertar, imaginou que estivesse passado dessa para melhor, mas não, estava numa caverna cheia de adereços estranhos que ele não conhecia e alguns livros espalhados pelo chão. Olhou ao redor e visualizou a índia Jara, que ficou ali o tempo todo, esperando sua melhora.


Os dois ficaram se olhando por alguns minutos. Ele, encantado com ela, enquanto ela se perguntava se naquela criatura havia alguma vida inteligente. Para quebrar o gelo, o índio puxou conversa e começou a falar dos olhos dela, que mais ‘pareciam uma constelação’. Jara não deu bola. Pensou: ‘Que cabôco metido!’. O silêncio se instaurou na caverna e Uba sentiu que tinha que ir embora.


Os dias se passaram e ele não esquecia seu amor por Jara. Resolveu consultar o Pajé Tupã, índio mais feio que o cão chupando manga, porém, sábio. Essas foram as palavras do Pajé: Índia difícil. Índia rebelde. Não quer casar. Filho precisa conquistar índia, falar coisa bonita.Índia gosta.


Depois dessa incrível revelação, Uba arregaçou as mangas e resolveu partir para o ataque. Mandou um recado para a amada, marcando um encontro em baixo do pé de jaca, atrás da caverna. Jara mandou dizer que não tava a fim. Falou com ela pessoalmente, mandou poemas, cartas, e-mails, fax, sinal de fumaça. Nada. Jara estava tão irredutível quanto um jumento impacado (...)  

25.08.08

Feedback das migonautas

categorias: Tudo sobre UBAJARA

"Monique, cada vez que vejo as fotos de Ubajara sinto uma imensa saudade e agradeço em vê-la, fico muito feliz.Obrigada ! Se possível mande foto dos eventos que aconteceram durante a festa do municipio".
mirla maria paiva em 24/08/2008 16:10:38




"Sou ubajarense, há quatro anos moro no interior paulista. Tenho saudades dessas festas, como fepai e outras q acontecem por ai. Por sorte tem esse site que dá para amenizar um pouco a saudade e rever pessoas e lugares q lugar nenhum tem igual". ABRAÇO, MARCELA



Queridas, obrigada. Postei no site www.migosemigas.com.br algumas fotos do Desfile que acontece todos os anos no dia do aniversário da cidade, 24 de Agosto. Não posso postar todas as fotos que faço nos eventos, porque estamos em véspera de eleição e isso pode gerar algum problema. Abraços!

22.08.08

Planejamento Participativo e Regionalizado(será?)

O Encontro para o Planejamento Participativo e Regionalizado realizado pelo Governo do Estado de Ceará aconteceu no dia 21 de agosto, no Colégio Governador Waldemar Alcântara, em Ubajara. Estiveram presentes o Secretário de Infra-estrutura do Estado, Adail Fontenele, o Secretário Adjunto de Turismo, Osterne Feitosa, Altamir Moura, da Secretaria de Meio Ambiente, e diversos segmentos da sociedade e do poder executivo.


O evento teve como principal objetivo elaborar MAIS um banco de dados sobre as necessidades da região.


Adail Fontenele fez uma retrospectiva das obras que estão em andamento e outras que estão por vir, como o terminal de regaseificação da Petrobrás no Pecém (investimento de 18 bilhões que vai gerar 90 mil empregos), dos Hospitais Regionais para Juazeiro do Norte e Sobral, esse último mais completo que o primeiro, totalmente equipado e com sala exclusiva de acesso a universitários. Sobre a região da Ibiapaba, mais uma vez foi citada a estrada de acesso Viçosa- Granja e o alargamento da CE 187 que liga Viçosa a Ipú.


O Secretário Adjunto de Turismo deixou explícito seu parecer sobre os investimentos que a região deseja para o Teleférico de Ubajara. “Em Paris tem um metrô que está funcionando há 100 anos”, disse, tratando com indiferença a necessidade de modernização do Teleférico.

19.08.08

O problema é a Garganta da Ana Carolina

Estimado leitor, você tem andado por aqui nesse humilde blog procurando as minhas idéias. Perdoe minha ausência. Não é falta de tempo, é que escrever tem dessas coisas e às vezes dá um bloqueio, uma trava, sabe. Mas é como coceira, quando começa não dá mais vontade de parar, por isso estou rabiscando essas linhas, só para atrair o comichão. O que tem me impedido de escrever, também, é aquela música da Ana Carolina que não sai da minha cabeça: “...vim parar nessa cidade por força das circunstâncias, sou assim desde criança, me criei meio sem lar...”. É isso. Mas eu volto. Eu sempre volto.

13.08.08

Quase férias em Jeri

Férias de verdade só pra vocês que são normais, recebem décimo terceiro e tudo o mais. Eu faço parte da classe sofrida dos jornalistas – mas tirei uns dias de folga para revisitar o litoral de Jericoacora. Exceto pelo fato de que estar lá é ter a nítida sensação de ser assaltado o tempo todo, Jeri é um lugar abençoado, um celeiro cultural. Na praia sempre é possível esbarrar com um grupo de capoeiristas treinando, pessoas lendo, praticando ioga, entre outras atividades.


A vida noturna em Jeri é uma comunhão de artistas. Lá, é possível ouvir música de qualidade em qualquer lugar que se vá. Incrível é que existe respeito pelo outro e o volume do som sempre é sutil, coisa que não se vê por aqui. Na Pizzaria do Banana, um sonzinho de violão abria a noite. De repente, eu me assustei com o que vi: o violão não era mais um mero instrumento musical. Era um brinquedo. O sujeito fazia inúmeros acordes com o instrumento na horizontal, e até nas costas – um tipo de som que eu ainda não sabia que era possível sair de um simples violão.


Sky, nome do barzinho popular de frente para o mar, exibe um cardápio escrito de giz, numa lousa pendurada na parede. A simplicidade singela e criativa desse e de outros detalhes em Jeri é um constraste com os preços exorbitantes (a menos que sua moeda seja o dólar...). Mas a verdade é que qualquer lugar onde é possível andar de chinelos o tempo todo tem boa caipirinha – principalmente os bares mais modestos, como o da Lagoa de Tatajuba ou Lagoa Azul.


Algumas imagens (não muitas, porque eu tinha mais o que fazer) podem ser vistas AQUI.